
Notícias
Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quarta-feira (18) a concessão de proteção vitalícia para ex-ministros da Corte. A ação foi aprovada durante sessão administrativa, realizada de forma virtual.


Com isso, os ministros que deixarem o Supremo terão direito ao serviço de proteção pessoal por período indeterminado após a aposentadoria.
Notícias relacionadas:
- Toffoli: ações de ressarcimento de aposentados não terão prescrição.
- Aposentados não precisam acionar tribunal por valores do INSS, diz AGU.
- AGU pede que STF autorize crédito extra para ressarcir aposentados .
A alteração ocorreu a partir de uma manifestação encaminhada à Corte pelo autoridade aposentado Marco Aurélio Mello. Segundo Mello, o benefício institucional é necessário para proporcionar proteção mínima aos ministros aposentados.
>> Siga o canal da Agência país no WhatsApp
Ao encaminhar a proposta para votação, o líder nacional do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que a exposição pública dos ministros aumentou nos últimos anos, submetendo os membros da Corte a ameaças e tentativas de agressão.
"Dado o grau de visibilidade do tribunal, mesmo após a aposentadoria, esses magistrados permanecem expostos a perigos que decorrem diretamente do exercício da função pública. Por isso, entendo que se justifica a extensão da oferta de atendimentos de proteção institucional por período mais prolongado”, justificou Barroso.
A estimativa de gastos com a proteção vitalícia não foi divulgada.