Notícias
A taxa de falta de trabalho no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da investigação Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.
Notícias relacionadas:
- Em 11 estados, falta de trabalho está abaixo da média do país; veja quais.
- falta de trabalho no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período.
- falta de trabalho até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período.
A Pnad revelou que o número de indivíduos ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil indivíduos).
De acordo com o analista da investigação, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios”, cita.
O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm facilitado a obtenção de ocupação.
"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A inovação está mudando o mercado de ocupação", diz.
A ocupação no agrupamento locomoção, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativo, cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil indivíduos (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na cidadãos ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas indivíduos não têm garantidas coberturas como seguro-falta de trabalho, férias e 13º remuneração.
A cidadãos desalentada, formada por indivíduos que não procuravam ocupação pois acreditavam que não conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de indivíduos, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio do colaborador ficou em R$ 3.762, recuo de 0,7% na comparação com o período até abril. O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A investigação
A investigação do IBGE apura o comportamento no mercado de ocupação para indivíduos com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da investigação. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O menor falta de trabalho já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a crise sanitária de crise sanitária-19.
Postar um comentário