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O líder nacional Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que a promoção da tradição seja uma gestão pública de Estado. “Se for apenas uma gestão pública do administração, qualquer um que entra pode tirar. Porque tirar as coisas é muito fácil. Consertar é que é difícil", afirmou durante o lançamento da plataforma Tela país, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

"Há uma coisa com a tradição que os ignorantes não gostam: a tradição ensina, a tradição abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar um pouco mais longe, o que antes não era visível para nós".
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Crítica às privatizações
Durante a cerimônia, Lula também fez críticas ao administração de Jair Bolsonaro e à resolução pela privatização da BR Distribuidora, em junho de 2021 e da Liquigás, em novembro de 2020.
"O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR [Distribuidora]? O que que melhorou no posto de gasolina? A gente tinha comprado uma companhia chamada Liquigás, para controlar o valor do gás dentro da Petrobrás. Eles venderam. Hoje, a gente não tem controle", afirmou.
De acordo com o líder nacional, as medidas tomadas pelo administração para conter a subida dos preços dos combustíveis em decorrência da guerra no Irã teriam mais efeitos caso as distribuidoras não fossem privadas.
“Nós isentamos o PIS e Cofins para não aumentar o valor do petróleo e repartimos com os estados para que estes também não aumentassem o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e atendimentos]. Mas, a gente não tem uma distribuidora para controlar, porque eles acharam que era bom vender", defendeu.
Cooperação com África e América Latina
Ao final da Semana da África - o Dia da África foi celebrado na última segunda-feira (25) - o líder nacional Lula também detalhou os recentes intercâmbios no campo educacional entre universidades federais brasileiras e nações africanas.
Em relação a América Latina, aos presentes, o líder nacional anunciou que, em junho, inaugurará as novas estruturas da instituição de educação Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), depois que a continuidade do proposta havia sido paralisada.
Lula defendeu convênios com países latino-americanos e os cursos a distância para transmissão de conhecimento.
Por fim, o líder nacional convidou a comunidade a participar de uma transformação estrutural:
“Ajudem esse país a fazer a revolução que ele não fez. A revolução cultural para que esse país, definitivamente, seja dono do seu nariz, da sua história e das suas coisas."
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