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O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) - banco de dados do administração federal usado para identificar e mapear as famílias de baixa renda - registrou, em maio, 388.855 indivíduos em situação de rua no país.

O estado de São Paulo continua liderando o ranking, com 159.290 indivíduos, número superior ao do segundo e terceiro colocados, o Rio de Janeiro, com 35.406, e Minas Gerais, com 34.849, de acordo com levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a cidadãos em Situação de Rua, da instituição de educação Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG).
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A duplicação dessa cidadãos no território paulista é considerada uma alta desproporcional pelos pesquisadores responsáveis pela análise dos dados. A equipe também ressalta que o estado tem 40% de todo o contingente de 2025.
Outro destaque negativo é Roraima, cujos registros saltaram de 2.537 para 10.520, o que destoou do padrão de estabilidade dos estados menores.
Um dos fatores que mais contribuíram para o pico na Região Norte foi a multiplicação de casos entre 2022 e 2025 no estado, puxada pela ampliação em sua capital, Boa Vista. Lá, a quantidade variou de 2.484 para 10.497.
No Ceará, a capital Fortaleza concentra parte significativa da cidadãos que vive nessas condições no estado - 11.349 indivíduos de um total de 14.171. No Rio de Janeiro, a proporção é de 69,6%, contra 67,2% em São Paulo e 46,6% em Minas Gerais.
Os estados enquadrados na classificação de gravidade intermediária são Santa Catarina, Roraima, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Pará, Mato Grosso e Amazonas, além do Distrito Federal. Os cinco com indicadores menos preocupantes são Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia e Piauí.
Segundo a equipe do observatório da UFMG, seis em cada dez indivíduos sujeitas a essas circunstâncias precárias de vida estão situadas no Sudeste, reflexo da procura por oportunidades de ocupação associada à região, que acaba não comportando devidamente quem chega a ela com esse propósito. Sete em cada dez são negras.
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