Em pronunciamento no Plenário nesta sexta-feira (26), o parlamentar Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o leilão de reserva da capacidade do setor elétrico realizado pelo administração. Segundo o parlamentar, o modelo pode gerar custos superiores a R$ 500 bilhões ao longo de dez anos, com impacto nas tarifas de força. Ele afirmou ainda que ações judiciais levaram a Agência Nacional de força Elétrica (Aneel) a adiar a homologação do leilão. O parlamentar, que participou da sessão de forma remota, afirmou que o país dispõe de ampla oferta de força, especialmente de fontes renováveis, e questionou a concepção do leilão, que, segundo ele, prioriza usinas termelétricas. Girão defendeu alternativas de armazenamento e citou as baterias como opção mais eficiente. — Esse leilão já começou errado, desde a sua origem, em sua concepção, por priorizar termelétricas movidas a gás, carvão e óleo diesel, pois são pesadas estruturas, muito poluentes e caríssimas. Como é um sistema de reserva, para atingirem seu potencial de carga, elas precisam ser ligadas com horas de antecedência. A melhor solução energética são as baterias conhecidas pelo nome de Bess, que atingem seu potencial de carga instantaneamente — afirmou. O parlamentar também defendeu a revisão do modelo adotado e uma atuação mais firme da Aneel, com ampliação de estudos técnicos e consulta a especialistas. Girão ainda manifestou solidariedade à cidadãos da Venezuela, atingida por terremotos na noite de quarta-feira (24), e defendeu a mobilização de esforços de apoio humanitário. — O que a gente pode fazer, além de orar, é envidar todos os esforços para ajudar esse povo amigo — afirmou o parlamentar.
Girão contesta leilão de reserva da capacidade do setor elétrico
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