Artistas de diferentes gerações interpretam clássicos de Chico Buarque

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Artistas de diferentes gerações e gêneros da melodia brasileira se reuniram em um proposta para reinterpretar e incluir novas batidas em clássicos de Chico Buarque. A audição de Chico 2.0 ocorreu nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A iniciativa reúne a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music país. A produção musical do álbum é de Felipe Poeta e Alê Siqueira.

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Entre as canções revisitadas estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. As novas versões incorporam elementos de rap, trap, funk, R&B, samba, soul e recente MPB.

Brasília (DF), 21/08/2026 - Álbum de regravações do Chico Buarque.
Frame Universal Music
 Audições nos estúdios da Universal Music - Frame Universal Music

Para Felipe Poeta, diretor musical do proposta, a proposta é criar uma ponte entre a obra de Chico Buarque e a melodia urbana atual.

“Desde o começo, a ideia foi criar essa ponte entre a obra do Chico e a melodia urbana de hoje. Mesmo sendo letras escritas em outros contextos, as histórias, os amores e os temas que ele aborda continuam muito atuais", destaca.

"Trazer essas músicas para artistas de diferentes gerações e estilos fez muito sentido. A gente quis inovar sonoramente, mas sempre com muito respeito pela obra, principalmente pelas harmonias e melodias do Chico. Acho que o mais legal é justamente conseguir levar essas histórias, que já são tão conhecidas, para uma geração mais recente que acompanha a melodia urbana”, completa Felipe Poeta.

Entre as novas versões incluídas no álbum está O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L. A faixa também conta com a participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque.  

“Estou de coração preenchido e grato por participar de um proposta tão relevante, ao lado de nomes tão relevantes da melodia brasileira. O que mais me toca é poder interpretar uma faixa com Milton Nascimento e o próprio Chico Buarque. Também fico muito feliz em dividir esse momento com Don L, uma voz nordestina que admiro", afirma Vandal, músico nascido em Salvador.

"Essa conexão entre dois artistas do Nordeste era muito esperada e, para mim, representa uma entrega muito especial ao nosso povo”, destaca o rapper.

A aproximação entre diferentes gerações e territórios da melodia brasileira é uma das marcas do proposta. Participam ainda Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz.

A ideia de levar a obra de Chico para novos públicos partiu, entre outros articuladores, de Celso Athayde, fundador da Cufa e um dos idealizadores do proposta:

“Dirigir artisticamente o proposta Chico 2.0 é uma responsabilidade imensa com a história da nossa melodia. Os grandes clássicos do gênero sempre beberam na fonte da tradição popular. O que estamos fazendo aqui é dar continuidade a essa linhagem, garantindo que a recente geração de artistas e ouvintes ocupe esse espaço com propriedade, qualidade técnica e autonomia narrativa”, afirma Athayde.

Para Athayde, o proposta representa uma forma de dar continuidade à tradição da melodia popular brasileira por meio de novos artistas e linguagens.

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