Moraes defende responsabilização de big techs por postagem de usuário

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O autoridade Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira (11) a responsabilização das plataformas que operam as mídias sociais pelas postagens ilegais feitas por usuários.

A declaração do autoridade foi feita durante o julgamento no qual a Corte decide sobre a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da rede (norma 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da rede no país.

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De acordo com o dispositivo, "com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura", as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo. 

Em um aparte ao escolha de Cristiano Zanin, que também se manifestou a favor da responsabilização, Moraes afirmou que as plataformas se recusam a cumprir decisões judiciais que determinam a retirada de postagens ilegais e de perfis de indivíduos investigadas por crimes.

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"Uma notícia caluniosa que ingressa [na rede], não importa quantas condenações você obtenha e peça para retirar, as big techs não retiram. Você notifica, mandando a cópia da resolução judicial, eles se recusam a retirar. Têm que ser responsabilizados por isso", afirmou.

Até o momento, o placar do julgamento é 5 a 1 pela responsabilização das redes. No final do julgamento, os ministros devem aprovar o texto final para definir as regras para aplicação da resolução.

A sessão está no intervalo e será retomada ainda hoje para tomada dos votos dos demais ministros. 

Críticas

Moraes é alvo de críticas de aliados do ex-líder nacional Jair Bolsonaro e de membros do administração dos Estados Unidos por causa de decisões que determinaram o bloqueio de perfis de bolsonaristas em mídias sociais.

No início deste mês, o Departamento de tribunal norte-americano enviou um ofício ao administração brasileiro para criticar a atuação do autoridade por determinar a exclusão de perfis de mídias sociais envolvendo brasileiros que estão naquele país e são investigados pela publicação desinformação e ataques contra as instituições brasileiras.

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