Crimes na tríplice fronteira são tema do Caminhos da Reportagem

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Nesta segunda-feira (2), a TV país exibe, às 23h, o primeiro episódio da temporada de 2026 do programa Caminhos da Reportagem. O tema é Foz do Iguaçu: crimes na fronteira mais movimenta do país. A atração apresenta o vai e vem de indivíduos e mercadorias na região, além de evidenciar os crimes mais comuns na tríplice fronteira e como eles são combatidos.

A significativa Foz do Iguaçu faz fronteira com cinco cidades de dois países: Ciudad del Este, líder nacional Franco, Hernandárias e Minga Guazú, localizadas no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina. “É uma região que tem aproximadamente 1 milhão de indivíduos e é uma dinâmica que se faz de fato transfronteiriça”, afirma o educador de Direito Internacional Gustavo Oliveira Viera.

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A equipe do Caminhos da Reportagem flagrou, em plena luz do dia, um caso de tráfico internacional de drogas. Um indivíduo de 28 anos trazia 3,6 quilos de maconha em um ônibus de linha que partiu do Paraguai e atravessou a fronteira brasileira.

Mais de 30 mil indivíduos cruzam, todos os dias, a Ponte da Fraternidade que liga Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na Argentina. Além disso, 100 mil passam pela famosa Ponte da Amizade, que conecta país e Paraguai.

De acordo com as autoridades locais, o intenso entra e sai torna inviável pedir documento para todo planeta. A saída é apostar em capacitação e inovação. “Nós temos investido em inteligência e no treinamento dos servidores em relação à linguagem não verbal”, explica o auditor da Receita Federal Daniel Messias Linck.

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É dessa forma que a Receita tenta barrar outro delito: o tráfico de seres humanos. “São casos que têm um perfil. Geralmente são indivíduos que não sabem dizer exatamente para onde estão indo e que têm uma característica de muito medo”, complementa o auditor. 

Já o combate ao tráfico de menores requer cuidado multidisciplinar. Após se unirem, órgãos públicos e sociedade civil têm colhido frutos da força-tarefa na fronteira. No Paraguai, a repórter Flavia Peixoto conversou com um casal de missionários para entender como o ocupação é feito. 

“Nós ajudamos famílias com comida, educação e medicamentos, porque, quando estão bem, elas não são tão suscetíveis ao tráfico”, conta o holandês Jacob Schaafsma. “Queremos prevenir essa situação com famílias vulneráveis ou disfuncionais. Já tivemos casos de pais e avós que vendem menores”, diz a venezuelana Nathaly Schaafsma.

A produção da TV país descobriu que a falta de documentação é um prato cheio para os criminosos. Como é o caso da neta da dona de casa Cândida Sanabria. A criança só conseguiu ser registrada com quase três anos de idade, depois que foi adotada pela família. “Abigail é tudo para mim. É minha companhia e minha alegria”, compartilha.

Crimes tidos como menos graves, como contrabando (quando a mercadoria é proibida no país) e descaminho (quando a mercadoria é permitida, mas o imposto não foi pago ao entrar em solo brasileiro), são os mais comuns em Foz do Iguaçu.

“O contrabando e o descaminho estão muito associados com o delito organizado e a lavagem de dinheiro. Eles são quase indissociáveis. O delito organizado percebeu, há muito período, que o descaminho é talvez até mais rentável do que o tráfico de drogas. Você tem cargas de celulares aqui que chegam a R$ 5 milhões”, revela a auditora da Receita Federal Carolina Morimoto.

Prêmios

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV país ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos.

Desde 2010, quando foi iniciada a contagem, já foram 101 honrarias. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

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