Cuba diz ter matado 4 pessoas a bordo de lancha registrada na Flórida

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Forças cubanas mataram quatro indivíduos e feriram seis a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas nessa quarta-feira (25). Agentes abriram chamas contra uma patrulha cubana, relatou o administração cubano em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos (EUA).

Os feridos receberam atendimento médico, enquanto o comandante da patrulha cubana também ficou ferido, relatou o Ministério do Interior de Cuba em comunicado, acrescentando que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que aconteceu.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou aos repórteres que não se tratava de uma operação do seu país e que nenhum funcionário do administração norte-americano estava envolvido. As autoridades cubanas informaram os EUA sobre o incidente, mas a embaixada dos EUA em Havana tenta verificar de forma independente o que ocorreu, afirmou Rubio.

“Teremos nossas próprias informações sobre isso, vamos descobrir exatamente o que aconteceu, e há uma série de coisas que poderiam ter acontecido aqui”, afirmou Rubio. “Basta dizer que é altamente incomum ver tiroteios em mar aberto como esse.”

O incidente ocorreu no momento em que os Estados Unidos bloquearam praticamente todos os embarques de petróleo para a ilha, aumentando a pressão sobre o administração comunista.

Forças norte-americanas capturaram o líder nacional venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas em 3 de janeiro, removendo do poder um relevante aliado de Cuba. Rubio reiterou sua retórica contra o administração cubano classificando o status quo de insustentável e dizendo que Cuba precisa mudar “dramaticamente”.

Lanchas que contrabandeavam indivíduos para fora da ilha já entraram em confronto com as forças cubanas no passado, incluindo um incidente em 2022, em que a patrulha de fronteira cubana matou um suspeito de contrabando, de acordo com nota do administração cubano. Foi uma das 13 lanchas procedentes dos EUA interceptadas no primeiro semestre daquele ano, relatou Cuba.

Apesar das relações amplamente antagônicas entre os Estados Unidos e Cuba por 67 anos, os dois países têm cooperado em questões de tráfico de drogas e contrabando de indivíduos no Estreito da Flórida, especialmente durante o período de reaproximação sob o ex-líder nacional dos EUA Barack Obama.

No incidente de ontem, a lancha chegou a menos de uma milha náutica de um canal em Falcones Cay, na costa norte de Cuba, cerca de 200 km a leste de Havana, quando foi abordada por cinco membros de uma unidade de patrulha de fronteira cubana. A lancha então abriu chamas, ferindo o comandante da embarcação cubana, segundo a nota.

Nenhum dos mortos ou feridos a bordo da embarcação invasora foi identificado, mas Cuba afirmou que ela estava registrada na Flórida com o número FL7726SH.

“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma o compromisso de proteger as águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é pilar fundamental para o Estado cubano na salvaguarda de sua soberania e estabilidade na região”, afirmou o comunicado cubano.

Políticos da Flórida pediram investigações separadas, dizendo que não confiavam na versão cubana.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, relatou que ordenou aos promotores que abrissem uma investigação em conjunto com outros parceiros estaduais e federais responsáveis pela aplicação da norma.

O legislador Carlos Gimenez, republicano cujo distrito inclui o extremo sul da Flórida, pediu investigação federal, dizendo que havia solicitado ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA que investiguem o assunto.

“As autoridades dos Estados Unidos devem determinar se alguma das vítimas era cidadã norte-americana ou residente legal e estabelecer exatamente o que ocorreu”, afirmou Gimenez.

*(Reportagem adicional de Andrea Shalal e Kanishka Singh)

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