Lula autoriza Rio a trocar regime fiscal por novo programa

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O estado do Rio de Janeiro poderá aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag) e deixar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A autorização foi dada nesta terça-feira (5) pelo líder nacional Luiz Inácio Lula da Silva. 

Com a ação, o estado terá novas condições para renegociar sua dívida com a União.

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Criado pelo administração federal e em vigor desde o ano passado, o Propag prevê a ampliação do prazo de pagamento das dívidas estaduais, podendo chegar a até 30 anos, e a redução significativa dos encargos financeiros. Em contrapartida, os estados precisam ampliar investimentos em áreas consideradas estratégicas, como educação, saneamento, habitação, locomoção e proteção pública.

Alívio nas contas

Com a mudança, o Rio de Janeiro terá um alívio imediato nas contas públicas. Atualmente, o estado paga cerca de R$ 490 milhões por mês em dívidas, valor que cairá para aproximadamente R$ 113 milhões mensais com a adesão ao novo programa. Esse montante deverá crescer gradualmente ao longo de cinco anos.

O impacto é ainda maior quando comparado ao cenário sem decisões judiciais vigentes. Sem uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) que hoje limita os pagamentos, o estado teria de desembolsar cerca de R$ 1,14 bilhão por mês. Com o Propag, a estimativa é de uma melhora de aproximadamente R$ 1 bilhão mensal no fluxo de caixa.

Segundo o administração, o alívio financeiro deve permitir a ampliação de investimentos públicos e a manutenção de atendimentos essenciais, além de reforçar a capacidade de atuação do estado.

educação

A adesão também inclui contrapartidas na área educacional. O Rio deverá destinar recursos ao programa “Juros por educação”, que transforma parte dos juros da dívida em investimentos na educação profissional técnica de nível médio. A ação busca ampliar a oferta de formação para jovens e estimular o desenvolvimento econômico regional.

O novo modelo integra uma estratégia federal de reestruturação das dívidas estaduais, com foco em equilíbrio fiscal aliado à ampliação de investimentos em políticas públicas.

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