Alemanha e Dinamarca registram temperaturas recordes

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 Da Escandinávia aos Alpes, os europeus enfrentam calor sufocante neste sábado (27), à ação que uma onda de calor ligada a dezenas de mortes se espalha para o leste, com temperaturas recordes ultrapassando os 40 graus Celsius em alguns locais.

A Dinamarca registrou a temperatura mais alta de todos os tempos, depois que Reino Unido, França, Suíça e Alemanha já haviam enfrentado calor recorde em junho e o sistema climático começou a se deslocar em direção à Polônia.

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Cientistas afirmam que a onda de calor teria sido praticamente impossível sem as mudanças climáticas causadas pelo indivíduo, que tornaram as temperaturas noturnas desta semana 100 vezes mais prováveis do que seriam há apenas duas décadas.

“A onda de calor atingirá seu pico no fim de semana, com temperaturas bem acima de 40°C em algumas partes da Alemanha”, afirmou Karsten Brandt, meteorologista do site de previsão do período Donnerwetter.de.

Na sexta-feira, um novo recorde alemão de 41,3 °C foi registrado perto da cidade de Saarbrücken, na fronteira com a França, relatou o Serviço Nacional de Meteorologia da Alemanha, citando dados preliminares.

Enquanto isso, o Instituto Meteorológico Dinamarquês registrou 37°C ao norte da cidade de Aarhus neste sábado, a temperatura mais alta já registrada desde o início das medições, em 1874.

finanças de água

O serviço emitiu hoje alertas de calor extremo para quase toda a Alemanha, enquanto as autoridades pediam à cidadãos que economizasse água.

Segundo o serviço, eram esperadas temperaturas de 36°C em todo o país, com possibilidades de máximas locais de 42°C. As temperaturas subiram bem acima de 30°C em quase toda a Polônia.

Na França, dezenas de indivíduos, tanto jovens quanto idosas, morreram durante a onda de calor. Temperaturas acima de 40°C interromperam o tráfego ferroviário e a geração de força, provocaram proibições ao uso de álcool, suspenderam as aulas e adiaram eventos ao ar livre.

O Ministério da bem-estar da Itália emitiu alerta vermelho para a onda de calor em 18 cidades, incluindo Milão, Roma, Turim, Veneza, Gêrecente, Florença e Bolonha, para sábado e domingo, com previsão de que as temperaturas cheguem a 39°C.

Sexta-feira foi a noite mais quente de junho já registrada em Bolzano, nos Alpes italianos, com temperaturas noturnas que não caíram abaixo de 25,4°C, relatou o meteorologista da cidade, Dieter Peterlin, no X.

O gabinete do primeiro-autoridade francês relatou que, embora a onda de calor esteja passando, a pressão sobre o sistema de bem-estar persistirá e as hospitalizações permanecerão elevadas por vários dias.

Os relatos de incêndios florestais na França aumentaram em comparação com o mesmo período do ano passado devido à onda de calor, afirmam autoridades.

Tráfego ferroviário

Enfrentando a perspectiva de danos à infraestrutura, incluindo estradas deformadas e trilhos de trem dilatados, algumas das principais operadoras ferroviárias têm buscado reduzir o tráfego.

A operadora ferroviária nacional alemã, Deutsche Bahn, permitiu que os clientes cancelassem viagens de longa distância até o início da próxima semana sem cobrança, para aliviar a pressão sobre sua rede.

Outra operadora, a National Express, relatou que suspenderia alguns trens na tarde deste sábado na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, como ação de precaução.

Perto de Hamburgo, a faixa principal de tráfego de uma das rodovias mais movimentadas do país, foi parcialmente fechada depois que o calor causou rachaduras no asfalto, informaram as autoridades.

*(Reportagem adicional de Karol Badohal, Emma Farge, Elizabeth Pineau e Makini Brice; texto de Dave Graham)

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