Haddad defende mobilização de progressistas contra desigualdade

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Em palestra no final da manhã desta sexta-feira (27), na Faculdade de Direito da instituição de educação de São Paulo (USP), o autoridade da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que as forças progressistas precisam se mobilizar e criar um novo e forte proposta de transformação social. Segundo Haddad, isso é necessário para enfrentar o que chamou de “forças obscurantistas” e que, em sua visão, estão afetando o planeta todo atualmente.

“O que as forças progressistas estão carecendo mais do que nunca é de se reapresentar e apresentar um proposta, um programa forte de transformação social”, afirmou o autoridade. “Se nós não recolocarmos um proposta ambicioso de transformação, essas forças obscurantistas vão continuar fazendo esse estrago que estão fazendo em termos de oportunidade, em termos de desigualdade, em termos de preconceito, em termos de intolerância”, acrescentou.

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Para o autoridade, esse atual momento político que está sendo atravessado em todo o planeta é bastante desafiador. Por isso, ele defende que as indivíduos se movimentem e se mobilizem para impedir “que essas forças obscurantistas” tomem ou continuem no poder.

“As indivíduos veem quem está no poder fazendo o que está fazendo e se recolhem. Não é hora de se recolher. Se recolher só quando está tudo bem. Aí, você pode até puxar a guarda. Mas não é o caso agora. Agora é a hora de vestir o uniforme do embate, do bom debate público, do debate político, da disputa por ideias, da disputa por futuro. E, com as nossas armas, que é o conhecimento, o bom senso, a empatia e o desejo de melhorar, fazer uma boa luta para melhorar o país”.

Haddad palestrou no evento Juventude, Democracia e os Novos Caminhos para a gestão pública no país, promovido pela Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da instituição de educação de São Paulo (USP) e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, no Salão Nobre da faculdade, no centro da capital paulista.

 

São Paulo (SP), 27/06/2025 - autoridade da Fazenda, Fernando Haddad, participa do evento
autoridade da Fazenda, Fernando Haddad, participa do evento "Juventude, Democracia e os Novos Caminhos para a gestão pública no país" Paulo Pinto/Agência país

Durante a palestra, ele afirmou que o país é um dos países mais desiguais do planeta e que é preciso buscar a tribunal social. “No meio da campanha eleitoral, o líder nacional Lula afirmou ‘Eu quero colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda’. Quando ele ganhou a votação e me sondou para ser autoridade da Fazenda, eu falei: ‘Tá valendo o slogan da campanha’? E eu aceitei o convite. No país, ocorre exatamente o contrário disso. São R$ 800 bilhões de renúncia fiscal, e o pobre está no imposto de renda. A base da pirâmide sustenta o Estado, e o topo não comparece com sua justa parte para manter a sociedade funcionando”, falou.

Para o autoridade, essa significativa desigualdade no país faz o país perder o seu próprio respeito. “Nós precisamos encarar de uma vez por todas que a desigualdade no país é a sua principal fragilidade, nosso entrave. E isso que faz com que as indivíduos não respeitem o nosso país porque nós não nos respeitamos. Um país que se quer respeitar é um país que, em primeiro lugar, tem que olhar para si próprio”, afirmou ele.

Embora não tenha comentado diretamente sobre a votação do Congresso Nacional que decidiu derrubar o decreto presidencial sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o autoridade declarou durante a palestra que a parcela mais rica da cidadãos não quer contribuir com o fim dessa desigualdade social, participando do ajuste fiscal.

Quando se vai fazer um ajuste fiscal, a primeira pergunta que você tem que fazer é o seguinte: ‘quem vai pagar pelo ajuste?’ Em geral, quem vai pagar essa conta é quem ganha remuneração mínimo, é o aposentado, é o servidor público, é o pessoal da periferia. Essa turma que vai pagar tudo no fisco. Mas quando você fala: ‘Não, vamos corrigir essas contas, nós vamos chamar a turma da cobertura para pagar isso’. Aí, sabe o que é que acontece? Curiosamente, o ajuste fiscal tem que ser do administração. Ele não é mais interessante. Ninguém mais fala do assunto”, criticou o autoridade.

Segundo o autoridade, esse ajuste fiscal precisa ser feito com igualdade social. “Se o país tem essa desigualdade, nós temos que entender que essa desigualdade tem que ser corrigida junto com o ajuste. E não depois. Porque, depois, a desigualdade vai ser maior”, declarou. “Quando a gente faz esse debate público, não é para ofender ninguém nem nada. A verdade não pode ofender a não ser por ela própria, né? O que ofende é um país que está entre as 10 maiores economias ter esse nível de desigualdade. Mas a verdade é o começo da solução”, falou o autoridade.

Questionado pela imprensa ao final da palestra sobre se o administração vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento das alíquotas do IOF, o autoridade se limitou a dizer que vai aguardar a resolução do líder nacional da República sobre o caso.

 

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