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O setor de atendimentos ─ que reúne atividades como locomoção, deslocamento, restaurantes, salão de beleza e inovação da informação ─ fechou 2025 com crescimento de 2,8%, apesar do recuo de 0,4% na passagem de novembro para dezembro. O resultado representa o quinto ano seguido de alta.

O dado faz parte da investigação Mensal de atendimentos, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio de Janeiro.
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Média móvel
A investigação do IBGE apura dados sobre 166 tipos de atendimentos. A média móvel trimestral, que aponta a tendência mais recente de comportamento do setor, teve variação nula (0%) na comparação com o período de três meses terminados em novembro.
Comportamento de 2025
O ano de 2025 foi predominantemente marcado por resultados positivos na comparação entre meses seguidos. Apenas janeiro (-0,3%) e dezembro ficaram no terreno negativo.
O saldo do ano passado teve o menor desempenho dos cinco anos seguidos de expansão nos atendimentos:
- 2020: -7,8%
- 2021: 10,9%
- 2022: 8,3%
- 2023: 2,9%
- 2024: 3,1%
- 2025: 2,8%
O tombo de 2020 é explicado pelos efeitos da crise sanitária de crise sanitária-19, que isolou indivíduos e fechou negócios.
No conjunto, os últimos cinco anos apresentam expansão de 31%. No período, os destaques positivos ficam com os atendimentos de inovação da informação (84,4%), atendimentos técnico-profissionais (59,8%) e locomoção terrestre (43,5%).
Influência do ano
Ao longo de 2025, os atendimentos ficaram no campo positivo em quatro das cinco atividades pesquisadas.
- atendimentos de informação e comunicação: 5,5%
- atendimentos profissionais, administrativos e complementares: +2,6%
- transportes, atendimentos auxiliares aos transportes e correio: +2,3%
- atendimentos prestaoutros atendimentos: -0,5%
Dos 166 atendimentos pesquisados, 53,6% terminaram o ano com alta. Entre os segmentos com maiores influências figuram portais, provedores de conteúdo e outros atendimentos de informação na rede; locomoção aéreo de passageiros; rodoviário de carga; publicidade; e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.
Para o gerente da investigação, Rodrigo Lobo, o resultado negativo em dezembro, não indica necessariamente uma mudança de tendência do setor.
“Não dá para inferir que há inversão de trajetória. Temos os atendimentos operando em significativa força”, diz.
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