Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio

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Os governos do país, do México e da Colômbia publicaram, nesta sexta-feira (13), uma nota conjunta pedindo um cessar-chamas no Oriente Médio e que os países envolvidos na guerra resolvam as divergências por meio da diplomacia.

“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-chamas imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o comunicado.

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Os governos latino-americanos “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”.

Por fim, os países manifestam estarem dispostos a contribuírem para os processos de paz que gerem confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução gestão pública e negociada do conflito”.

Nesta semana, ao anunciar medidas para aliviar a alta do petróleo provocada pela guerra no valor do diesel no país, o líder nacional Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “irresponsabilidade” as guerras que ocorrem no planeta.

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28/02/2026 - Plumas de fumaça foram vistas subindo sobre o horizonte de Teerã após Israel anunciar que lançou um ataque preventivo contra o Irã no sábado (28 de fevereiro), enquanto a mídia iraniana noticiava que explosões foram ouvidas na capital. Foto: Frame/Reuters - Proibido reprodução
Fumaça vista em Teerã após Israel anunciar que lançou um ataque contra o Irã no dia 28 de fevereiro - Foto: Frame Reuters/Proibido Reprodução

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro administração de Donald Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o administração de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear.

Ao assumir o segundo mandato, em 2025, Trump iniciou recente ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, relatou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido em altos níveis.

As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana aliada de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua finanças.

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