Mendonça vota pela prorrogação da CPMI do INSS por até 60 dias

Imagem da notícia

Notícias

O autoridade André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (26) para manter sua própria resolução que determinou a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Para o autoridade, a comissão deve continuar em funcionamento por até 60 dias. 

O escolha foi proferido no julgamento em que a Corte vai decidir se referenda a resolução individual do autoridade.

Mendonça citou que o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS preenche os requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados. Dessa forma, segundo o autoridade, deve ser garantido o direito da minoria gestão pública, formada pela oposição, à prorrogação da comissão.

O autoridade também citou a criação de obstáculos para barrar o andamento dos trabalhos de investigação e esgotar o prazo definido para a comissão, que ocorrerá no próximo sábado (28). 

“Então, se criam obstáculos, impedimentos de leituras de requerimentos até que se esgote o prazo, e depois que não se prorrogue. É o que vai acontecer se nós não prorrogarmos essa CPMI do INSS”, afirmou.

O julgamento prossegue para a tomada dos votos dos demais ministros.  Faltam nove votos.

Prorrogação

Na última segunda-feira (23), o autoridade, que é relator do caso no STF, deu prazo de 48 horas para que o líder nacional do Senado, Davi Alcolumbre (União - AP), faça a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI. No caso de descumprimento, Mendonça autorizou a prorrogação automática. 

O autoridade atendeu ao pedido de liminar feito pelo líder nacional da comissão, parlamentar Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o parlamentar, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

Mais cedo, diante da inércia de Alcolumbre, Viana decidiu prorrogar a CPMI por até 120 dias e suspendeu a sessão até o fim da sessão de julgamento para esperar a palavra final do STF. 

CPMI

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto do ano passado e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do autoridade André Mendonça, relator do caso no STF. 

Leia mais na fonte original

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem