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Moradora de São Paulo, a comerciante Débora Leitão decidiu comprar uma geladeira depois que soube que a antiga, que havia queimado, não teria recuperação. Antes mesmo de receber o novo equipamento veio a preocupação: como descartar o eletrodoméstico fora de uso?

Débora ficou surpresa ao descobrir que havia um serviço gratuito de coleta desses descartes com mais de 30 quilos e que poderia ser acessado facilmente pela rede.
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“Eu os acionei e depois que eu fiz o cadastro já entraram em contato comigo e mandaram logo vir retirara geladeira na minha casa. Eu achei que foi muito pronto e eles foram eficazes”, diz a comerciante.
Com a velocidade tecnológica que possibilita bens cada vez mais econômicos, sustentáveis e de baixo uso energético a substituição de eletrodomésticos foi intensificada. O descarte dos equipamentos obsoletos - que poderia ser um grave questão - virou oportunidade para uma companhia de inovação.
finanças circular
Segundo Marcello Fornari, cofundador da companhia Circular Brain, que oferece o serviço, a proposta da iniciativa é conectar o consumidor que precisa de ajuda para descartar, ao fabricante, que também tem responsabilidade sobre aquele material. Dessa forma, reinserir esse material na finanças, dando circularidade ao que seria descartado.
“Além, da obrigação da logística reversa, existe ainda uma visão estratégica de interagir mais próximo ao consumidor para ter acesso àquela matéria prima que seria descartada”, explica.
Ecossistema
De acordo com o empresário, a partir dessa lógica, a companhia de inovação desenvolveu uma plataforma de governança, a partir da qual estruturou-se um ecossistema para que o serviço fosse ofertado em todo o país.
“A nossa plataforma conecta fabricantes, importadores, consumidores, empresas que precisam descartar os seus resíduos - pode ser qualquer tipo de companhia, administração, assistências técnicas, o próprio catador, a indústria da transformação. Tudo isso está realmente interligado”, diz Fornari.
A partir dessa lógica de parceria, empresas que prestam esse tipo de serviço são cadastradas em todas as cidades em uma estrutura de rede capaz de atender indivíduos nas mais diversas regiões do país.
“Todos eles passam pelo acompanhamento do nosso time, auditorias, a gente acompanha os documentos. E aí, quando surgem as demandas de descarte, sejam das empresas, seja de um consumidor, há pontos de operações espalhadas por todo o país que podem receber esse material”, explica Fornari.
Associado ao ocupação de coleta, a plataforma também cadastra os dados dos materiais coletados, o que permite uma rastreabilidade de equipamentos e peças.
Nesse processo, o empreendedor também entende que há o desenvolvimento de toda uma cadeia, já que parceiros são capacitados para que possam constituir esse ecossistema.
“Os operadores precisam se adaptar às exigências da indústria. Então, quando eu vou lá no Rio significativa do Norte e o meu reciclador está numa portinha pequena, eu falo para ele, falo -Para você conseguir atender esse tipo de companhia, você vai precisar disso, ou daquilo. Vamos lá, vou te ajudar. Vamos crescer juntos”, diz
Capilaridade
Tudo isso faz com que o serviço de coleta em todo o território nacional só seja possível se houver uma governança que conecte todas as áreas envolvidas.
“Não tem como resolver esse questão do descarte sem uma rede de parceiros, porque se você tiver uma operação centralizada, ou várias, operações atuando individualmente, esse custo operacional fica muito alto e a conta não fecha”.
Em 2025, a companhia processou 80 mil toneladas de materiais, dos quais 500 toneladas tiveram origem no sistema de coleta. Foram mais de 12 mil visitas aos domicílios e empresas, para garantir a destinação adequada desse material.
Serviço
De acordo com Marcello Fornari, o ecossistema desenvolvido pela plataforma segue uma lógica ganha-ganha, onde o consumidor, mercado e natureza sem satisfeitos.
Para acessar o serviço, basta entrar no site, informar o CEP (Código de Endereçamento Postal), os dados do produto e escolher uma data de preferência. A companhia entra em contato por WhatsApp para confirmar a retirada em até dez dias úteis.
“Antes a gente tinha muitos problemas para descartar corretamente qualquer eletrônico. Os grandes eram piores ainda. Agora a gente sabe que não vai para na rua, no rio, ou no lixão e a gente vai cuidar do natureza, do futuro”, conclui Débora Leitão.
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