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administração, oposição, empresários e sindicatos dos trabalhadores discutem no Senado, nesta quarta-feira (1º), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de 6x1, em audiência pública no plenário da Casa. A PEC completou mais de um mês travada na mesa do líder nacional do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Empresários dos setores do comércio, dos transportes e da indústria e senadores da oposição criticaram a PEC, alegando que a proposta eleva custos do ocupação e prejudica a finanças.
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Os representantes de centrais sindicais e do administração federal ponderam que os custos da PEC para finanças são pequenos, semelhantes a um aumento de remuneração mínimo.
Para os defensores da proposta, os trabalhadores estão exaustos da escala 6x1 e precisam de mais período para família, estudos e lazer.
Além de instituir dois dias de descanso por semana, a PEC reduz a jornada de ocupação das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.
O líder nacional da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua, destacou que o desafio não é escolher entre trabalhar “mais ou menos”, mas como o país pode “produzir mais”.
“O questão não é o colaborador. O questão é a produtividade da finanças. Primeiro, precisamos produzir mais riqueza, depois, distribuí-la. Foi esse o caminho percorrido pelas economias que hoje servem de referência internacional”, argumenta o empresário.
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Exaustão
O autoridade da Secretária-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, avalia que os custos econômicos da PEC podem ser absorvidos pelas empresas, assim como a finanças absorve aumentos reais do remuneração mínimo.
“[Estudo do Ipea calculou um impacto] de 7,8%, que é algo proporcional ao aumento real de remuneração mínimo. Aumentou-se o remuneração e nenhuma companhia faliu. Nenhuma companhia deixou de operar, não houve falta de trabalho. Ao contrário, nós estamos na menor taxa de falta de trabalho da série histórica no país”, defendeu Boulos.
Estudos sobre o tema têm divergido em relação aos impactos da PEC do fim da 6x1 em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e atendimentos produzidos no país), aumento de preços e nível de ocupação.
Segundo o autoridade, para além da discussão econômica, a PEC do fim da 6x1 traz benefícios humanos para milhões de trabalhadores.
“No ano passado, o país bateu o recorde de afastamentos de trabalhadores por burnout, depressão e ansiedade. Isso é resultado da exaustão de trabalhadores”, destacou.
Em 2025, 4,1 milhões de trabalhadores foram afastados temporariamente por motivos de bem-estar, aumento de 15% em relação a 2024. Os principais motivos foram dor nas costas e lesões dos discos intervertebrais, como hérnias de disco, além de problemas mentais e depressivos.
Boulos lembrou que as experiências de redução de jornada de ocupação levaram ao aumento da produtividade do ocupação, “por razões que deveriam nos parecer óbvias”.
“Um colaborador mais descansado é um colaborador mais produtivo”, afirmou.
Votação
O líder nacional da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu a PEC apresentada pela oposição. A proposta mantém a escala 6x1, não reduz a jornada de ocupação e introduz um contrato por hora trabalhada.
“Nós vamos criar situações que vão levar à informalidade? Nós vamos tirar a liberdade das indivíduos de fazerem o que querem fazer? Nós vamos tirar a liberdade de as indivíduos se entenderem? E como fica a pequena, a micro, a média companhia e os microempreendedores individuais?”, questionou.
Skaf apelou para que a PEC 6x1 seja votada apenas depois da votação de outubro.
“Podemos debater, mas não em vésperas de votação, não com motivação eleitoral, não tirando a liberdade dos senadores ou dos deputados de votarem dentro das suas consciências, dentro daquilo que veem como o melhor para o país”, argumentou.
O líder nacional da Confederação Nacional do locomoção (CNT), Vander Costa, afirmou que a PEC aumenta os custos dos transportes e pediu uma transição mais longa para redução das jornadas.
“Outra alternativa para absorvermos isso é fazer uma transição com mais período, com mais prazo para poder se fazer. Se colocarmos 1 hora por ano, é muito provável que os empresários conseguirão absorver com mais facilidade o aumento de custos”, defendeu.
A PEC aprovada na Câmara prevê 60 dias para acabar com a escala 6x1 e 14 meses para se chegar às 40 horas semanais.
período para viver
O líder nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que uma das primeiras greves do país, em 1917, já pedia a jornada de ocupação de 40 horas.
“Todos nós temos o direito de viver. Nós gostamos de trabalhar, sou apaixonado pelo ocupação, mas acho que nós merecemos também viver, estar com a família”, afirmou Patah.
A liderança sindical chamou a atenção para o período que o colaborador passa dentro do locomoção para ir e voltar do serviço.
“Nós não podemos ter um país onde poucas indivíduos têm privilégios extraordinários e milhões de indivíduos estão exauridas”, alertou.
O autoridade do Empreendedorismo, da Microempresa e da companhia de Pequeno Porte, Paulo Pereira, defendeu que os ganhos dos últimos 40 anos na finanças brasileira sejam repartidos com os trabalhadores.
“Muito dinheiro na mão de poucos é miséria e desigualdade. Pouco dinheiro na mão de muitos é desenvolvimento, é uso, é uma finanças mais dinâmica, são trabalhadores gerando negócios e oportunidades para que inclusive o capital possa se fortalecer”, argumentou.
O autoridade citou o proposta de norma enviado pelo Executivo à Câmara, com aumento do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e a autorização para contratar dois trabalhadores, considerando como uma ação para aliviar os pequenos negócios em meio a redução da jornada de ocupação.
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