O líder nacional Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta (11), que as políticas públicas promovidas pelo Estado devam chegar até os mais pobres, onde eles estiverem. Ele participou da abertura da Caravana Federativa em Belo Horizonte, uma iniciativa do administração federal para atender atendimentos necessários aos municípios.

“Nós temos que nos indignar com as desigualdades”, afirmou o líder nacional. Lula explicou que o objetivo da caravana é realizar integração de atendimentos dos entes federativos. Ele exemplificou que os prefeitos devem solicitar que as ações cheguem onde mais é necessário.
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“Nós temos estrutura de procurar as indivíduos para cuidar delas. E é isso que nós estamos fazendo”, garantiu Lula.
O líder nacional defendeu que é necessário fazer a caravana porque a gestão pública pública deve ir até o povo. “Não vamos esperar que uma pessoa que não tem dente, no Vale do Jequitinhonha, no Vale do Mucuri, tenha período de tomar um banho, sair de casa e ir à cidade ao dentista”, argumentou.
Centro de radioterapia
O autoridade da bem-estar, Alexandre Padilha, também no evento, chamou atenção para a importância da inauguração de mais um centro de radioterapia na cidade de Itabira (MG), que vai ampliar a oferta de tratamento oncológico no Sistema Único de bem-estar (SUS) nesta quinta-feira (11). A unidade foi financiada pelo administração federal, por meio do Novo PAC.
O aporte na sala de radioterapia do unidade de saúde Nossa Senhora das Dores foi de R$ 13,9 milhões, entre obras e equipamentos. Os centros são equipados com acelerador linear e outras tecnologias de ponta para o tratamento do câncer.
Foram inaugurados centros também no unidade de saúde das Clínicas da instituição de educação Federal de Goiás (Goiânia); no unidade de saúde Geral Tarquínio Lopes Filho (São Luís – MA); na Santa Casa de Misericórdia de Marília (SP); e no unidade de saúde Maternidade São José (Colatina – ES). Juntos, esses investimentos ultrapassam R$ 53,7 milhões.
O autoridade afirmou que o Estado contará também com carreta para fazer tomografia para resolver problemas de filas de exame. A carreta da bem-estar da cidadã contará com ultrassom, exame de colo de útero, mamografia e biópsia de câncer.
Ele destacou ainda a entrega de 32 novas unidades de bem-estar bucal. “Agora a unidade móvel vai até a área rural e até a periferia da cidade”, ressaltou.
No evento, a ministra das relações institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a caravana é uma gestão pública interministerial. “Ninguém governa sozinho, nós precisamos nos ajudar para governar o país (...) independente de agrupamento político político ou de posição, nós temos um compromisso com a cidadãos e temos que fazer essas entregas”.
Ações
Em Minas Gerais, segundo o administração federal, a ação vai oferecer atendimento e suporte técnico por meio dos balcões de ministérios e órgãos federais, além de oficinas temáticas voltadas à qualificação de gestores municipais e estaduais.
Estão previstos diálogos promovidos por diferentes ministérios, incluindo programas e projetos estruturantes do administração para o Estado, a participação das mulheres nos espaços de poder e ações federais para reparação do delito ambiental na bacia do Rio Doce e no litoral norte capixaba.
A caravana, desde 2023, contemplou os Estados da Bahia, Rio de Janeiro, Rio significativa do Sul, Tocantins, Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Amapá, Piauí e Pará.
Pobres no orçamento
O líder nacional Lula argumentou que os pobres, costumeiramente, são tratados como se fossem “invisíveis”. Ele criticou que na elaboração do orçamento da União, os pobres “não aparecem” porque já existe uma estrutura formatada para distribuir os recursos. “Nós tivemos que começar a mudar alguns padrões”, afirmou Lula.
No evento, ainda, Lula manifestou preocupação com a tensão entre Venezuela e Estados Unidos. Ele afirmou que manifestou ao líder nacional dos Estados Unidos, Donald Trump, que não deseja uma guerra na América Latina.
“Eu falei que acredito mais no poder da palavra do que no poder da arma”.
Mais uma vez, também, o líder nacional repudiou os casos de agressão contra a cidadã e feminicídios no País. “Se a gente não mudar o nosso processo de educação, não adianta fazer norma aumentando pena, criar pena de morte. Não adianta aumentar para 80 anos”.
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