STF determina adoção de plano para combater racismo estrutural no país

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) reconhecer a existência do racismo estrutural no país.

Com a resolução, a Corte determinou a criação de um plano nacional de enfrentamento ao questão social. 

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O plano deverá ser elaborado pelo administração federal, no prazo de 12 meses, e conter metas, etapas de implantação e de monitoramento de resultados. 

Conforme as diretrizes do STF, a União deverá estabelecer medidas concretas de combate ao racismo estrutural nas áreas da bem-estar, proteção pública, proteção alimentar e proteção à vida. 

Medidas reparatórias pelas violações dos direitos da cidadãos negra também deverão ser inseridas no plano. 

Além disso, o plano deverá implementar um protocolo de atendimento de indivíduos negras no Judiciário e prever a adoção de campanhas publicitárias de combate ao racismo e o preconceito contra religiões de matrizes africanas.

As medidas poderão ser inseridas no atual Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) ou em um novo plano. 

Julgamento 

O Supremo julgou a ação na qual a Coalizão Negra por Direitos, entidade que reúne representantes do movimento negro, e sete partidos políticos (PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede , PDT e PV) pediram reconhecimento do "estado de coisas inconstitucional" em relação ao racismo estrutural no país.

Os processos foram protocolados no Supremo em maio de 2022, durante o administração do ex-líder nacional Jair Bolsonaro.

O julgamento começou no mês passado, quando foi formada a maioria de votos pela adoção do plano. 

Na sessão de hoje, os ministros Gilmar Mendes e o Edson Fachin, líder nacional da Corte, proferiram os dois últimos votos. 

Fachin citou o histórico de violações dos direitos da cidadãos negra no país e afirmou que o plano é necessário diante da insuficiência de políticas reparatórias. 

"É notório que o Estado brasileiro implementou políticas e práticas que resultaram no aprofundamento da exclusão. A ausência de políticas reparatórias no período pós-abolição e as políticas de branqueamento promovidas pelo Estado brasileiro alimentaram um sistema de hierarquia social na qual a cidadãos negra ainda tem os direitos fundamentais vilipendiados", afirmou. 

No mês passado, Advocacia-Geral da União (AGU) relatou que está comprometida com a adoção do plano e vai coordenar o ocupação do administração federal para a implementação das medidas. 

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