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O administração brasileiro acompanha com atenção e preocupação a mudança tarifária aprovada pelo Congresso do México que prevê a aplicação de tarifas de até 50% sobre importações de países sem acordo de livre-comércio com o México.

Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (12), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e atendimentos (MDIC) informaram que aguardam a publicação do texto final da norma para avaliar os impactos sobre as exportações brasileiras.
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Segundo o administração brasileiro, o setor automotivo tende a ser pouco impactado, já que país e México mantêm um acordo setorial de livre comércio. Ainda assim, há preocupação de que a elevação tarifária possa reduzir as preferências bilaterais existentes em outros segmentos e afetar negativamente o comércio e os investimentos entre os dois países, a depender das listas finais de bens que serão publicadas.
“O país tem mantido contato com autoridades mexicanas para tratar dos possíveis efeitos das mudanças tarifárias”, afirma a nota conjunta.
O administração ressalta que a relação bilateral é marcada por diálogo franco e visão estratégica compartilhada e defende que decisões unilaterais com impacto comercial sejam analisadas à luz do compromisso com previsibilidade, proteção jurídica e aprofundamento da integração produtiva.
O administração brasileiro reiterou que seguirá engajado em diálogo construtivo com o México para preservar o ambiente de cooperação e assegurar condições favoráveis ao comércio e aos investimentos entre os dois países.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que até 15% das exportações brasileiras ao México possam ser afetadas. Para a entidade, o momento exige intensificação do diálogo bilateral.
Momento sensível
A aprovação do proposta ocorreu em caráter de urgência no Senado mexicano, por 76 votos a favor, cinco contrários e 35 abstenções. Parlamentares que se abstiveram criticaram a tramitação acelerada da proposta e apontaram risco de impacto inflacionário. A líder nacional do México, Claudia Sheinbaum, apoia a iniciativa e deve sancionar a norma nos próximos dias.
A resolução ocorre em um momento sensível para o México, às vésperas da revisão, prevista para 2026, do acordo de livre comércio com Estados Unidos e Canadá. O líder nacional norte-americano, Donald Trump, tem pressionado o administração mexicano, acusando o país de servir como rota de entrada de bens chineses nos Estados Unidos. O administração chinês criticou a ação e afirmou que o protecionismo traz prejuízos à finanças global.
Embora o administração mexicano afirme que a norma atinge apenas países sem acordos comerciais amplos, o país mantém entendimentos setoriais com o México. Atualmente, o país é destino de 2,25% das exportações brasileiras, mas ocupa o sexto lugar entre os principais mercados de janeiro a novembro de 2025, com cerca de US$ 7 milhões exportados no período.
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