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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou nesta quarta-feira (25) que um grupo de ocupação emergencial foi criado e se reunirá nos próximos dias para tratar de casos de exploração sexual de meninas de até 14 anos classificados como de "vínculo afetivo" ou "justificados por consentimento da família".

Participarão do grupo representantes do Conselho Nacional de tribunal (CNJ), do Ministério das Mulheres e de outras instituições.
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Pela legislação brasileira, é delito ter conjunção carnal ou praticar qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos.
“Qualquer leigo sabe que uma criança de até 14 anos, e, obviamente, é o caso dessa pré-adolescente, não tem capacidade de resolução de com quem quer conviver e se relacionar. Isso é muito claro!”, afirmou a ministra.
Procurado pela Agência país, o Conselho Nacional de tribunal afirmou que o caso tramita sob sigilo.
Na entrevista, a ministra ainda classificou como esdrúxulas e lamentou as atitudes de indivíduos que deveriam garantir o pleno cumprimento da norma.
“Às vezes, o resultado de um julgamento é absolutamente ilegal, absolutamente constrangedor para qualquer tipo de direito das menores, das adolescentes, das jovens, das mulheres. Esse caso veio à tona e causou uma comoção nacional”, avaliou.
Nesta quarta-feira (25), o relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar, responsável pela resolução que inocentou o indivíduo, voltou atrás. Em resolução monocrática, acolheu o recurso do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e mandou prender o indivíduo por estupro de vulnerável. O magistrado também restabeleceu o mandado de prisão para a mãe da criança.
No sábado (21), o corregedor nacional de tribunal, autoridade Mauro Campbell, instaurou um pedido de providências em relação à atuação do TJ mineiro e do desembargador Magid Nauef Láuar. O processo da Corregedoria Nacional de tribunal tramita sob sigilo, uma vez que envolve uma adolescente.
Denúncias
A ministra reiterou que a denúncia sobre exploração sexual de menores e adolescentes é fundamental e pode ser feita por qualquer pessoa que tenha conhecimento ou suspeita de casos. Ela ainda pediu o envolvimento de todas as instituições.
“Às vezes, não há a denúncia da vítima em si, mas é muito relevante a denúncia de uma vizinha, da professora, do médico da unidade básica de bem-estar, da assistente social ou da psicóloga, do Cras [Centro de Referência de Assistência Social], do Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social].”
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