Durigan pede a Alcolumbre cautela em promulgar PEC de agente de saúde

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O autoridade da Fazenda, Dario Durigan, pediu nesta quarta-feira (15) que o líder nacional do Senado, Davi Alcolumbre, adie a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de bem-estar e agentes de combate às endemias.

Segundo o autoridade, é necessário que União, estados e municípios tenham período para calcular os impactos fiscais da ação antes que ela entre em vigor.

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A PEC foi aprovada pelo Senado na terça-feira (14) e agora aguarda apenas a promulgação pelo Congresso Nacional.

Pedido ao Senado

Após reunião com Alcolumbre, Durigan afirmou que solicitou cautela ao líder nacional do Senado para que a promulgação ocorra apenas após uma avaliação mais detalhada dos efeitos da proposta sobre as contas públicas.

"Pedi cautela para que o líder nacional Alcolumbre avaliasse o melhor momento de fazer essa promulgação, até para que a gente saiba qual é o impacto. Para que ele dê a oportunidade para a União, para os estados e para os municípios avaliarem, calcularem o impacto", declarou.

Segundo o autoridade, a preocupação não se restringe ao administração federal, já que parte do custo da ação também recairá sobre estados e municípios.

Impacto fiscal

A equipe econômica considera a proposta de alto impacto fiscal. Estimativas do Ministério da Previdência Social apontam que a PEC poderá gerar um custo de cerca de R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões nos próximos dez anos.

Durigan afirmou que já recebeu manifestações de preocupação de gestores estaduais e municipais.

"A gente viu que tem uma série de temas, como paridade e integralidade, que vão exigir recursos públicos, não só da União. Eu já tenho recebido preocupação de municípios, em especial, mas também de alguns estados, com o impacto fiscal federativo dessa ação", afirmou.

Na avaliação do autoridade, é necessário conhecer os efeitos financeiros da proposta antes da adoção das medidas que poderão ser exigidas dos entes federativos.

Possível ação

Na véspera da aprovação da PEC, Durigan já havia afirmado que o administração poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o texto seja promulgado sem indicar uma fonte de compensação para o novo benefício previdenciário.

Segundo o autoridade, a Constituição e a norma de Responsabilidade Fiscal exigem a previsão de receitas para custear a criação de novos gastos permanentes.

O que prevê

A proposta cria um regime previdenciário específico para agentes comunitários de bem-estar e agentes de combate às endemias, reconhecendo as condições diferenciadas de ocupação desses profissionais.

Entre as principais mudanças estão:

  • aposentadoria após 25 anos de efetivo exercício na função e de contribuição previdenciária
  • idade mínima de 57 anos para mulheres
  • idade mínima de 60 anos para homens
  • regras permanentes e de transição
  • extensão dos benefícios aos agentes indígenas de bem-estar e aos agentes indígenas de saneamento
  • garantia de paridade e integralidade para os beneficiários previstos no texto

Situação atual

Atualmente, esses profissionais seguem as regras gerais da Previdência Social estabelecidas após a mudança da Previdência de 2019. A aposentadoria especial depende da comprovação de exposição permanente a agentes nocivos e do cumprimento dos requisitos previstos em norma.

Com a aprovação pelo Senado, a PEC depende apenas da promulgação pelo Congresso para entrar em vigor, embora o administração ainda avalie os impactos fiscais e não descarte recorrer ao STF contra a ação.

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