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O líder nacional Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e que o líder nacional estadunidense não precisa ameaçar o planeta. Lula também foi solidário ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump esta semana.

Para o líder nacional Lula, Trump faz disputa de narrativas na tentativa de agradar à cidadãos e tentar passar a ideia de os Estados Unidos serem “país onipotente, daquele povo superior”. O brasileiro afirmou que admira os Estados Unidos como maior finanças do planeta, mas que isso é resultado da capacidade de ocupação do povo do país norte-americano.
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“Isso não é pelo autoritarismo do líder nacional. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de instituição de educação que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o planeta”, afirmou Lula.
“Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, acrescentou o líder nacional ao destacar as consequências do conflito na finanças, sobretudo nos preços dos combustíveis.
No domingo (12), ao comentar as críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é "terrível em gestão pública externa" e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O papa respondeu que não tem medo do líder nacional estadunidense e que acredita na mensagem de paz do Evangelho.
“Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao líder nacional Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, afirmou Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.
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Ramagem
Durante a entrevista, Lula ainda lembrou da recente parceria entre país e Estados Unidos visando ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas e comentou a prisão do ex-legislador federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração e alfândega do país norte-americano, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).
“O Ramagem acho que vai vir para cá. A direita aqui no país está dizendo que ele foi preso por uma multazinha [de trânsito], mas não. Ele foi preso, ele já estava condenado a 16 anos nesse país [país], ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar para o país para cumprir a sua pena”, afirmou Lula.
A Polícia Federal (PF) relatou, em nota, que a prisão de Ramagem decorreu "de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA". O ex-legislador e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.
Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito. Proibido de deixar o país, o ex-legislador saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol.
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